quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Quem quer reagir às marchas do novo Cansei?


Publicado no Blog da Cidadania- Eduardo Guimarães


Nesta quarta-feira, em várias capitais, grupos de dondocas, quase que exclusivamente brancos, vestindo grifes, saíram à rua para atacar o governo Dilma, Lula e a base aliada desse governo. É a reedição do Cansei. Pregaram “revolução”, o que, no Brasil, lembra a Marcha pela Família pré-golpe de 1964.
Há várias iniciativas de reação ao golpismo do PSDB, do DEM, do PPS, do PSOL, da Globo, da Folha, da Veja e do Estadão, autores dos atos públicos. Hoje à tarde participo de uma reunião para ato de reação em São Paulo.
Viajo ao exterior no próximo sábado e fico fora até o domingo da semana seguinte. Não terei como participar de atos que estão sendo programados para o sábado dia 17, se realmente ocorrerem. Mas, de onde estiver, postarei aqui convocações do Movimento do Sem Mídia para que todos os que o apóiam, compareçam.
Particularmente, preferia adiar esses atos para deles poder participar, mas há, também, a questão de “timing”, ou seja, é preciso reagir enquanto a coisa está quente.
De qualquer forma, vamos começar a agitar. Os telejornais da noite, sobretudo o Jornal Nacional, devem dar ampla cobertura à iniciativa da direita midiática que os militontos do PSOL estão apoiando. Isso deverá repugnar os verdadeiros democratas deste país e fazê-los aderirem à reação ao golpismo.
Quem quer reagir ao avanço da oposição e da mídia contra o governo Dilma, Lula e o PT? Quem está disposto a ir à rua contra essa farsa que se travestiu de movimento social espontâneo com o apoio de sem-vergonhas que se dizem “de esquerda” enquanto gritam “Fora, Lula!”?
Em São Paulo, já estamos nos articulando. Você vai? Neste link http://www.facebook.com/event.php?eid=172133322863233 pode aderir ao evento no Facebook ou deixar comentário aqui

Nesta quarta-feira, em várias capitais, grupos de dondocas, quase que exclusivamente brancos, vestindo grifes, saíram à rua para atacar o governo Dilma, Lula e a base aliada desse governo. É a reedição do Cansei. Pregaram “revolução”, o que, no Brasil, lembra a Marcha pela Família pré-golpe de 1964.
Há várias iniciativas de reação ao golpismo do PSDB, do DEM, do PPS, do PSOL, da Globo, da Folha, da Veja e do Estadão, autores dos atos públicos. Hoje à tarde participo de uma reunião para ato de reação em São Paulo.
Viajo ao exterior no próximo sábado e fico fora até o domingo da semana seguinte. Não terei como participar de atos que estão sendo programados para o sábado dia 17, se realmente ocorrerem. Mas, de onde estiver, postarei aqui convocações do Movimento do Sem Mídia para que todos os que o apóiam, compareçam.
Particularmente, preferia adiar esses atos para deles poder participar, mas há, também, a questão de “timing”, ou seja, é preciso reagir enquanto a coisa está quente.
De qualquer forma, vamos começar a agitar. Os telejornais da noite, sobretudo o Jornal Nacional, devem dar ampla cobertura à iniciativa da direita midiática que os militontos do PSOL estão apoiando. Isso deverá repugnar os verdadeiros democratas deste país e fazê-los aderirem à reação ao golpismo.
Quem quer reagir ao avanço da oposição e da mídia contra o governo Dilma, Lula e o PT? Quem está disposto a ir à rua contra essa farsa que se travestiu de movimento social espontâneo com o apoio de sem-vergonhas que se dizem “de esquerda” enquanto gritam “Fora, Lula!”?
Em São Paulo, já estamos nos articulando. Você vai? Neste link http://www.facebook.com/event.php?eid=172133322863233 pode aderir ao evento no Facebook ou deixar comentário aqui

terça-feira, 6 de setembro de 2011

James Nachtwey - Fotojornalista - Aula de fotojornalismo


Ele cresceu em Massachusetss onde estudou história da arte e sociologia política ( 1996- 1970)
James documentou uma variedade de conflitos armados e os desastres sociais provocados pelas guerras e pela ganância humana.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Revista usou recém- formado em jornalismo para espionar Dirceu





* Postado no Blog da Cidadania- Eduardo Guimarães

Eles já chegam desmotivados ao mercado de trabalho, quando não desistem do exercício da profissão de jornalista antes de se formar. São moços e moças que se decepcionaram com a extinção da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão, mas que, mesmo antes disso, já não tinham maiores perspectivas de trabalho, tal o nível de concentração de propriedade de órgãos de imprensa (escrita ou eletrônica) que há no Brasil.
O país, portanto, oferece escassas oportunidades de trabalho a jornalistas, o que faz com que os recém-formados, em boa parte, tornem-se “assessores de imprensa” ou, empregados, vendam a alma às poucas empresas jornalísticas que podem pagar salários dignos. Dessa maneira, a primeira coisa que esses jovens sacrificam é a ética profissional, na ânsia de se mostrarem “úteis” a chefes de Redação que põem na rua ou na geladeira quem não reze pela cartilha do patrão.
Valendo-se dessa disposição de muitos jornalistas novatos para venderem tudo ao empregador – inclusive a consciência –, esses impérios de comunicação estimulam os que chegam agora ao mercado de trabalho a praticarem atos desmedidos como o do jornalista da revista Veja Gustavo Ribeiro, que acaba de ser denunciado à Polícia Civil do Distrito Federal e à Polícia Federal por supostamente ter tentado invadir o apartamento do ex-ministro José Dirceu num hotel e por ter implantado, ilegalmente, escutas e câmeras no estabelecimento.
Ribeiro é a prova viva de que jovens jornalistas estão sendo estimulados pelos patrões a cruzar as fronteiras da lei para se credenciarem a subir na carreira. O rapazola se formou jornalista pela Universidade Católica de Brasília em 2009. De lá para cá, trabalhou três meses no jornal Correio Brasiliense e, atualmente, está trabalhando na Veja, onde tem um ano e nove meses de casa. Ou seja: é jornalista há míseros dois anos.
Em tão pouco tempo, o currículo desse garoto já contabiliza, além de sua última travessura, um processo por violação de ética profissional que corre no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) devido a matéria intitulada “Madraçal no Planalto”, que versa sobre a Universidade de Brasília e seu reitor e que foi publicada pela revista Veja em 6 de julho deste ano.
Segundo Venício Lima, ex-professor-titular de Ciência Política e Comunicação da UnB, “Tanto do ponto de vista técnico como ético, a referida matéria é um exemplo acabado de mau jornalismo. Editorializada e adjetivada, a matéria não cumpre as regras elementares básicas do jornalismo e foi desmentida por “fontes” cujos nomes nela aparecem, além de ter recebido repúdio quase unânime da própria comunidade acadêmica da UnB”.
Ribeiro se formou há dois anos e já tem um currículo desses. Deve subir na carreira com essa disposição para violar a lei em nome daquilo que lhe disseram ser “jornalismo”. Talvez nem saiba direito o que fez, ou então pode ser que acredite que o patrão lhe dará cobertura. Mas será que a Veja não dirá que o rapaz agiu por conta própria, se o caldo engrossar? A chance de virar um bode expiatório não é pequena.
O inquérito contra o rapaz já corre na Polícia Civil de Brasília e na Polícia Federal, que já têm as imagens do circuito interno de tevê do hotel Naoum de Brasília que mostram sua conversa com a camareira do andar em que José Dirceu se hospedou. Ela deve testemunhar contra ele juntamente com os funcionários da recepção e o gerente do estabelecimento. Há, portanto, provas testemunhais e materiais de que houve tentativa de invasão e de instalação de ao menos uma câmera clandestina. E, segundo Dirceu, a Polícia se mostra disposta a ir até o fim.
O caso de Gustavo Ribeiro precisa se tornar emblemático para essa geração de jovens jornalistas formados ou por se formar, para que aprendam a distinguir investigação jornalística de crimes como os que parecem ter sido cometidos pelo repórter da revista Veja. E para que não confiem na impunidade.
Todavia, devido à situação do mercado de trabalho para jornalistas novatos e à morosidade da Justiça, pode-se ter certeza de que vem aí uma geração desses profissionais ainda pior do que a que atual. Talvez ainda venhamos a sentir saudade de gente como Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes ou Diogo Mainardi, pois a nova geração de jornalistas abriga legiões de jovens dispostos a fazer igual ou pior do que o enfant terrible da Veja.
—–
O único integrante do governo Fernando Henrique Cardoso que a mídia incomodou após deixar aquele governo foi o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira. Contudo, após ser inocentado pela Justiça das acusações que sofreu, EJ (como era chamado à época das denúncias) foi brindado com um compungido pedido público de “desculpas” do colunista da Folha de São Paulo Clóvis Rossi, que lhe fizera algumas críticas anteriormente. Será que veremos acontecer a mesma coisa, caso José Dirceu também seja inocentado pelo Supremo Tribunal Federal?

sábado, 3 de setembro de 2011

Pode delirar, Veja. Só não pode delinquir.





* Postado no Blog da Cidadania- Eduardo Guimarães



Democracia é um sistema amplamente generoso e, portanto, perfeitamente suportável por qualquer pessoa normal. Por exemplo: você pode delirar à vontade desde que, com seus delírios, não invada o direito do outro e, sobretudo, da coletividade. É livre o direito à crítica, pois, conquanto o crítico saiba que, ao exercê-lo, arrisca-se a ultrapassar limites e a cometer calúnia ou difamação e, assim,  a ter que se sujeitar às conseqüências de seu ato.
Criticar além da conta, inventando fatos sobre o outro que você não pode provar que ocorreram tal como disse, é ruim e perigoso. Mas não é crime até que fique provado que não tinha razões suficientes para afirmar o que afirmou. Já agir de forma física contra alguém na ânsia de conseguir provar o que diz sobre ele, se você não for uma autoridade estará cometendo um crime. Tal ato não está coberto pelo direito democrático de se manifestar.
Se eu acho que você age desta ou daquela forma desonesta e digo isso publicamente, você pode até me processar. Mas só terei cometido crime se não conseguir provar o que disse sobre você. Agora, se eu, para juntar provas contra você, invado a sua casa, estou cometendo um crime e o fato de o acusar de ser o criminoso não me garante justificativa.
Na Inglaterra, o jornal The News of the World foi fechado e jornalistas estão sendo presos por terem feito exatamente o que fez o repórter Gustavo Pereira, da Veja. Ele, como seus congêneres britânicos, instalou equipamentos de monitoramento de imagens e/ou de áudio de pessoas sobre as quais queria informações.
Os britânicos, à esquerda e à direita, horrorizaram-se com o que fez o jornal de Rupert Murdoch porque são civilizados o suficiente para saberem que quando se instala o vale-tudo em uma sociedade, ninguém está a salvo. A injustiça que se faz a um é a ameaça que se faz a todos, diria o Barão de Montesquieu.
À luz desses fatos, chegamos ao “Day After” nas páginas da Veja – à edição posterior à da semana passada. Recebo trechos da reportagem desta semana daquela revista que versa sobre seu affair com José Dirceu – e que, diga-se, não saiu na capa. É um delírio de cabo a rabo. Contrasta com os últimos fatos de uma forma chocante, como demonstrarei a seguir.
A matéria diz que “Dilma Rousseff ficou surpresa ao saber que o presidente da Petrobras foi ao encontro do ‘consultor’ José Dirceu num quarto de hotel em horário de expediente – e logo depois de uma reunião com ela no Palácio do Planalto”.
É mesmo? Como a Veja sabe disso? Será que colocou câmeras ou escutas no gabinete da presidente no Palácio do Planalto ou, quem sabe, em seu dormitório no Palácio da Alvorada? Talvez, pior, tenha colocado um espião nos ambientes íntimos da presidente da República. Seria o mordomo?
De uma coisa, porém, é possível ter certeza: os fatos da semana passada deixam ver que a Veja usa esses métodos – ou tenta usar.
Já ao fim, o novo delírio da revista afirma que “A configuração [da mesa com Dilma, Lula e Dirceu no Congressso do PT, ontem] foi cuidadosamente pensada. Com a imprensa postada no fundo do salão, em qualquer foto da presidente inevitavelmente aparecerá Lula ao lado e Dirceu ao fundo. Lula, como era de esperar, elogiou Dirceu e criticou a imprensa. Dilma começou seu discurso saudando os presentes. Quando terminava, alguém na plateia gritou: ‘E o Zé Dirceu?’. A presidente, de maneira protocolar, saudou a presença do ‘companheiro José Dirceu’. Foi aplaudida pela claque. Aparências salvas, o conteúdo permanece imutável: Dirceu é mesmo um espectro”.
Essa bobagem não oferece a menor sustentação de que é real, mas gera uma questão: Dirceu não era o “Poderoso Chefão”? De uma semana para cá, com o PT se levantando em peso em sua defesa, virou “espectro”, é? Bem, não importa. O direito de delirar é livre e democrático, mas só até quando não faz o delirante ultrapassar aquela linha que separa a loucura da criminalidade. Aí ele tem que aguentar as consequências.

Justiça para José Dirceu




*Matéria publicada no Blog da Cidadania- Eduardo Guimarães

Este não é um texto em defesa de José Dirceu, mas em defesa do Estado Democrático de Direito, da verdade e da justiça. E, para defender esses valores pétreos das sociedades civilizadas, é preciso que se exija que o ex-ministro seja julgado e que o resultado desse julgamento seja respeitado – o que, se ocorrer, terá que gerar determinados desdobramentos.
Essa discussão ganha importância concomitantemente com a efervescente cerimônia de abertura do 4º Congresso do Partido dos Trabalhadores, ontem à noite em Brasília.
Sobre o evento, vale anotar, acima de que o PT, Lula e Dilma, unidos, deram mostras de apoio à regulação da mídia, que manifestaram claro apoio e solidariedade a Dirceu, além do presidente do partido, em uma demonstração clara de que repudiam a versão da revista Veja de que o ex-ministro seria um “conspirador” contra o atual governo e sua titular.
Aproveitando um momento em que, graças aos últimos acontecimentos, o PT e Dilma finalmente parecem ter abandonado as ilusões quanto à possibilidade de a grande mídia se portar com um mínimo de sensatez e, assim, decidido, ao menos retoricamente, adotar postura mais corajosa e assertiva, há que deixar claras as coisas sobre o caso de Dirceu.
Para quem não sabe ou não se lembra, Dirceu, junto com Lula, foi o responsável pela postura “pragmática” que fez o PT chegar ao poder. E como grande parte da estratégia que elegeu o ex-presidente em 2002 se deve ao ex-ministro, ele era, até 2005, o potencial candidato à sucessão de Lula em 2010.
Dirceu sempre disse que não foi cassado pelo que fez, mas pelo que representava. E, ainda hoje, conforme mostra a foto que o portal Globo.com usou para noticiar o Congresso do PT esse homem é alvo de um ódio da direita midiática muito maior do que ela dedica a Lula.
Sobre a foto, também vale comentar que expressa a opinião do veículo que a publicou. Qualquer ser humano, até o mais belo, pode ser fotografado de ângulo em que seja prejudicado e o Globo.com fotografou Dirceu por um ângulo e de uma forma em que ficou parecendo meio que demoníaco.
Vamos em frente. Dirceu teve sua carreira política interrompida sob denúncias que ainda terão seu mérito julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Até lá, emitir condenações ou absolvições contra ou a favor dele não passará de exercício de política partidária.
O que se espera, portanto, é que se faça justiça a Dirceu. Se for condenado, terá que arcar com a pena; se for absolvido, porém, terá direito a tudo o que lhe foi tirado. Nesta hipótese, deveria poder ocupar qualquer cargo público e disputar já a eleição de 2014. O Congresso Nacional deveria, então, absolvê-lo da perda de direitos políticos até 2016.
Não estou defendendo Dirceu, mas que a decisão da Justiça sobre ele seja respeitada seja ela qual for. Porque aqueles que tentam vender a idéia de que ele já foi julgado e condenado certamente tentarão desqualificar uma sua eventual absolvição. Nesse caso, este blog defenderá que seu direito seja respeitado assim como defenderia que fosse punido, se fosse condenado.
Pela coragem e história de José Dirceu, aqui não haveria hesitação em pregar que se candidate a presidente da República mesmo se for só em 2018. Ele tem o carisma e a liderança de que o Brasil precisa. Se as acusações contra si se mostrarem falsas graças a uma eventual absolvição pelo STF, terá o voto deste blogueiro em qualquer eleição que disputar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Como aguentamos não fazer nada?



*Publicado no Blog da Cidadania- Eduardo Guimarães.


Duas coisas com as quais não me conformo: escrever sem trema e ter que assistir a este país ser esbofeteado por verdadeiras quadrilhas que, com dinheiro do povo doado pela ditadura militar, auferiram meios de manipular a vontade eleitoral dos brasileiros e as próprias instituições, para tanto se valendo de farsas como a que a revista Veja publicou em sua última edição.
Sinto-me um parvo tendo que me limitar a espernear neste blog. A cada nova farsa político-partidária das quatro famílias que controlam a mídia, percebo que só fazem isso porque ninguém toma atitudes além da de protestar na internet. Fico pensando se essa passividade dos que entendemos o que elas pretendem (reverter o processo de redistribuição de renda em curso no Brasil) não permitirá que tenham êxito.
A conduta da Veja é uma bofetada na sociedade brasileira. Uma farsa tão escandalosa como a que tentou tirar da cartola um escândalo baseado apenas em opiniões de uma empresa não deve ser avaliada pelo alvo, o ex-ministro José Dirceu, mas pelo que representa: uma corporação fabricar uma “realidade” a seu bel prazer e ao arrepio da lei.
Vejam bem: a questão não é Dirceu ou não Dirceu, mas o ato praticado contra ele. Até porque, não prejudicou só ao ex-ministro. Os hóspedes do hotel Naoum e até os proprietários do estabelecimento foram expostos aos métodos da Veja. Cada um de nós poderia estar entre essas pessoas.
Não sei como agüentamos não fazer nada além de cobrar de políticos covardes que tomem uma atitude e proponham leis para a comunicação que existem em todos os países civilizados mesmo sabendo que nada farão porque se borram de medo do poder que a ditadura militar concedeu a essas famílias midiáticas.
Sabem o que irá decorrer desse caso envolvendo a Veja e José Dirceu? Nada. O processo irá se arrastar na Justiça por anos a fio e o governo continuará fugindo da obrigação de dotar o país de uma legislação que impeça que um dono de um império de comunicação viole os direitos das pessoas, agindo como se tivesse mais direitos do que o resto da coletividade.
Não dá para aceitar mais que esse tipo de coisa continue acontecendo em um país que pretende se tornar uma potência social, econômica, cultural e até tecnológica. Enfim, um player global e uma terra de justiça e igualdade.
A covardia vai se consolidando como uma característica deste povo. Sempre estamos empurrando a terceiros as nossas responsabilidades. É muito bonito bradar contra aquilo que está errado, mas é patético fazer isso exclusivamente sentado diante de um computador.
E para quem, como este blogueiro, sabe como nossos vizinhos latino-americanos são corajosos e determinados, a situação é ainda mais intolerável.
Estou analisando caminhos para uma reação. Pode não dar certo, pois certamente será necessário que bastante gente se engaje e é justamente aí que a porca torce o rabo. Mas há que tentar. Sempre, mesmo correndo o risco de fracassar. Há que falar e escrever muito, sim, mas é imperativo tentar agir concretamente. Isso é exercício da cidadania.
Não podemos aceitar passivamente que essa gente, além de tudo, também se organize em movimentos para defender nas ruas os crimes das famílias midiáticas. Além de ter todos os grandes meios de comunicação, a direita midiática agora está se organizando para fazer sem causa o que deixamos de fazer tendo a melhor das causas.

Em defesa da CPMF para a saúde


Publicada no Blog do Nassif.


Por Marco Antonio L.
Prezado Nassif,

Tenho pensado sobre as coisas da saúde no Brasil. Bem, havia até 2007, a tal da CPMF que todos os brasileiros de classe média para cima reclamavam. Reclamavam do pagamento de 0,38% sobre toda a movimentação financeira.
Gostaria de saber se algum desses reclamantes, fez alguma conta de somar para saber, na ponta do lápis, quanto dispendeu desse valor, em um ano? Será que durante o recolhimenbto de toda a CPMF, no ano inteiro, esse valor seria o equivalente a um tanque de gasolina, um almoço com a família em uma churrascaria, uma compra de uma roupa/sapato/perfume/joias na boutique do shopping tal?

Verifiquem quanto custou esse imposto cobrado. Para muitos dessa classe média para cima,  possuem um plano de saúde particular. Não precisam e não utilizam da saúde pública do Brasil. Mas reclamam quando estão ajudando a maior parte da população brasileira. E o pior é que as classes A e B e o empresariado recalmam também. E, como o Presidente Lula disse, é o imposto mais barato do mundo. E,não se importam de pagar todos os outros impostos, muito mais caros, quando se compra um carro novo, zero quilômetro, um novo computador para substituir um outro que tem sómente 1 ano de uso, um roupinha de 300 pilas, um novo celular de 1.000 reais. De inúmeras viagens de turismo para o Brasil e para o exterior.
Nâo reclamam, nem um segundo se quer, que estão pagando 30% a 40% de impostos(ou mais). E, não reclamam que estão dividindo esses valores para a riqueza pessoal dos fabricantes e donos de loja. Hipocrisia, preconceito, egoísmo. É o mundo de hoje.  Por apenas 0,38% de imposto. O sentimento mesquinhez predomina. Esse mínimo valor que pagamos, é destinado a salvar vidas. Não é destinado ao supérfluo. 0,38% de imposto para salvar vidas. Chega e ser muito triste. Apenas 0,38% de imposto para salvar vidas. Lamentável.