quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O monstro acordou…Cuidado, ele se alimenta de ódio.





8 de outubro de 2014 | 13:42 Autor: Fernando Brito


A direita brasileira começou a perder as eleições no mesmo dia em que deu o surpreendente resultado positivo de Aécio Neves.

Os grupos mais elitistas e imbecis, atiraram-se às redes sociais, como aecioblocs furiosos a xingar nordestinos, reconheça-se nem todos a partir da referência de Fernando Henrique Cardoso aos eleitores “menos informados” dos “grotões” que seriam os responsáveis pela vitória de Dilma.

Chegou-se ao absurdo de uma auditora fiscal do Trabalho, aprovada num concurso realizado neste governo, com um belo salário, sugerir jogar uma bomba atômica no Nordeste.

Agora, mais essa de um site “médico” no Facebook e no Twitter, mostra o IG, chega a sugerir a “castração química” a este “povo incauto”. Não são todos os médicos – nem mesmo a maioria – e nem ali são todos médicos, mas vê-se, clicando nas páginas, que muito são…

A corrupção, praga histórica que atravessa governos há séculos e é fruto uma estrutura política que a direita se recusa a reformar, é o único problema nacional, ao que parece, como parece que os desvios de dinheiro público não ocorreram na ditadura, na “nova república” e, sobretudo, na década da privatização fernandista.

Este desvio, até mixuruca perto do fato de quase metade do orçamento público seja desviado para pagar ao rentismo que domina nossa economia.

Por toda a parte, ódio, ódio e ódio, como disse ontem aqui este blog.

Tolice responder na mesma moeda, porque a histeria com que grupos – ainda que por boas causas e reivindicações – o fizeram, nos últimos tempos, acabou por dar os bolsonaros e felicianos o prêmio em voto das minorias raivosas.

Junho de 2013, isso é uma longa reflexão, despertou um monstro.

Trocamos um exagerado orgulho nacional por um desprezo por tudo o que é nosso e que, agora, esta gente expressa de maneira inacreditável.

O que nos compete é, apenas, mostrar esta direita com a face de ódio que seus líderes escondem por detrás do bom-mocismo e das juras de que nada será mudado nos programas sociais.

O povo brasileiro, maciçamente, repele esta selvageria.

Por isso, meus amigos, serenidade, argumentos, paciência e convencimento.

Serenidade é a melhor arma contra o destempero.

Nosso discurso é o da paz, da inclusão e dos enfrentamentos decidido pelo extemínio da pobreza.

Não o extermínio dos pobres, como esta gente perversa.


Fonte: http://tijolaco.com.br/blog/?p=21905

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Marilena Chauí se diz estarrecida e propõe estudo de caso sobre reeleição de Alckmin




     Marilena Chauí se diz estarrecida e propõe estudo de caso sobre reeleição de Alckmin



Filósofa pede que acadêmicos se reúnam para tentar encontrar explicações para quarto mandato do governador em meio a racionamento, denúncias de corrupção e problemas de gestão

Por RBA

A filósofa Marilena Chauí propõe que acadêmicos somem esforços para tentar entender os motivos que levaram o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a conquistar um novo mandato nas eleições realizadas ontem (5). Em entrevista à Rádio Brasil Atual, a professora da USP afirmou ter proposto ao presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann, que estude ao longo dos próximos quatro anos os processos que explicam que o PSDB possa chegar a mais de duas décadas de comando do Palácio dos Bandeirantes.

 
“O PSDB tem uma monarquia hereditária. Alguém precisa entender o que acontece em São Paulo. A reeleição do Alckmin no primeiro turno é uma coisa verdadeiramente espantosa”, avaliou. Para ela, é difícil explicar como o governador obtém seu quarto mandato em meio a racionamento de água, denúncias de corrupção e problemas sérios na gestão pública, como a perda de qualidade do Metrô paulistano, alvo de denúncias de formação de cartel e pagamento de propina a políticos do PSDB.

 
“Por que fico estarrecida? Porque você teve milhares e milhares e milhares de jovens nas ruas pedindo em São Paulo mais saúde e mais educação. Se você pede mais saúde e mais educação, considera que são direitos sociais e que têm de ser garantidos pelo Estado. E aí você reelege Alckmin. Estou tentando entender como é possível você reivindicar aquilo que é negado por quem você reelege.”

 
Ela avalia que o PSDB trata políticas públicas não como direitos, mas como um produto que a população deve ter recursos financeiros para adquirir. Nesse sentido, entende também que uma parcela da sociedade paulista enxerga os avanços que teve ao longo de 12 anos de governo federal do PT não como uma melhoria no papel do Estado, mas como um mérito individual. “Não há nenhuma articulação entre a mudança de trabalhador manual para trabalhador de serviços e as mudanças sociais no país. É visto como uma ideologia de classe média, que é a do esforço individual.”
 
 
Marilena Chauí considera que ainda é cedo para estabelecer uma relação entre o saldo final das manifestações de junho e o alto número de abstenções e de votos brancos e nulos – 19,39% se abstiveram, 3,84% votaram em branco e 5,80% em nulo. De outro lado, ela avalia que o resultado geral das eleições de ontem, com crescimento de Aécio Neves (PSDB) na reta final da corrida presidencial e diminuição da representação dos trabalhadores no Congresso, tem um claro reflexo do trabalho feito pela mídia tradicional pela despolitização da sociedade.
 
 
“Uma das coisas que mais têm acontecido no país é um processo realizado pela grande mídia, tanto impressa como falada como televisiva, é um processo que vem vindo nos últimos oito anos, e sobretudo nos últimos quatro, de esvaziamento sistemático de toda e qualquer discussão política.

 
Você tem a operação da comunicação por slogan e algumas imagens. Fora disso você não tem o verdadeiro debate político. Eu diria que os partidos políticos são responsáveis também pela ausência de um grande debate político. Ou porque não têm o que propor, ou porque não querem entrar neste debate.”



Fonte: http://spressosp.com.br/2014/10/06/marilena-chaui-se-diz-estarrecida-e-propoe-estudo-de-caso-sobre-reeleicao-de-alckmin/

domingo, 5 de outubro de 2014

O MESTRE


O CARA





Eleições Presidenciais
Ex- presidente Lula no momento de votar

sábado, 27 de setembro de 2014

Marx se une a proletários do século 21 em minissérie argentina



Redação | Revista Debate | Buenos Aires - 26/09/2014 - 06h00


Na trama, filósofo alemão expõe ideias no bar e cativa jovem sindicalista

 



Um rapaz entra em um bar e senta-se no balcão. Leva um susto ao ver um homem de barba branca, tomando cerveja. “O que foi? Nunca viu Marx? Voltei para a Terra porque muito se fala sobre as minhas ideias, porém as estão desvirtuando...”

A cena é uma das viagens entre o passado e o presente que fazem parte da minissérie argentina “Marx voltou”. Trata-se de uma criação do coletivo audiovisual Contraimagen e do Instituto de Pensamento Socialista (IPS). Já foram gravados quatro capítulos com duração de 15 minutos cada um, e o quinto será publicado em breve. Desde o lançamento, os episódios já foram vistos por mais de 300 mil pessoas no YouTube, além de circular em universidades, centros culturais e partidos políticos na Argentina.

Leia mais: "Volta do interesse por Marx explica porque a História não acabou", diz geógrafo britânico

“Burgueses e proletários”, “O mercado e as crises capitalistas”, “O Estado e a revolução” e “O comunismo” são os títulos dos quatro episódios, protagonizados pelo ator Carlos Weber, que já interpretou o filósofo alemão na montagem argentina da peça “Marx no Soho”, do historiador e dramaturgo norte-americano Howard Zinn. As ideias de Marx são expostas na minissérie com a ajuda de filmes antigos, achados audiovisuais na internet e animações, entre outros recursos.





Darín é um encanto

Futebol é coisa de comunista

Para renovar marxismo, é preciso recuperar herança revolucionária de autores do século XX, diz pesquisador

 
“Quando lançamos a série, alguém postou o seguinte comentário na internet: ‘É um produto inclassificável, porém muito bom’. Se você assistir como ficção, ela conta a história de um rapaz lutando pelos colegas que foram demitidos. E você pode nem se dar conta da transmissão das ideias marxistas. Nós misturamos essa história com ideias didáticas sem perder o eixo narrativo-ficcional”, disse Javier Gabino, responsável pela direção e montagem dos vídeos.

A minissérie está ambientada nos dias de hoje, no contexto de uma gráfica que começa a suspender e demitir seus funcionários. Martín (Martín Scarfi), um dos operários e protagonista da história, lê o “O manifesto comunista” e acaba se encontrando com Marx. Dessa forma, os episódios começam a mostrar, pela voz do autor de “O Capital”, as ideias revolucionárias sobre classes sociais, as crises, o Estado e o comunismo.

Leia mais: Geração de jovens intelectuais moldada pela crise resgata Marx

“É impressionante a atualidade das ideias de Marx mundialmente, a partir da crise capitalista de 2008. São temas muito atuais e ainda mais pelo que se conhece por sindicalismo de base. Os que mais se interessaram foram parte de uma nova classe que procura novas respostas na Argentina. Nos últimos anos, a esquerda teve um avanço político e social bastante amplo”, acrescentou Gabino.


Tradução: Mari-Jô Zilveti

Texto publicado originalmente no site da Revista Debate, publicação argentina que trata de política, economia e cultura.


Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/37981/marx+se+une+a+proletarios+do+seculo+21+em+minisserie+argentina.shtml

domingo, 21 de setembro de 2014

Por que o ódio ao PT?



Mais uma vez surge, nesta eleição presidencial, como fator determinante da escolha de uma porção da sociedade 

               
por Mauricio Dias publicado 20/09/2014 09:22


O ódio ao PT e aos petistas em geral é um eixo importante sobre o qual também gira a campanha presidencial de 2014.

Esse sentimento antigo, manifestado abertamente por adversários de influência forte no eleitorado de oposição, permanece em estado latente e se manifesta mais claramente nas “guerras” presidenciais. Em tempos de “paz” é cochichado pelos cantos do Congresso e, igualmente, em reuniões sociais onde não há preocupação em expor preconceitos.

Nesses salões mais elegantes, os petistas são tratados de corja.

Recentemente, o asco jorrou surpreendentemente da boca do senador Aécio Neves, um mineiro até então pacato com os adversários políticos. A competição acirrada fez o candidato a presidente pelos tucanos sair dos seus cuidados.

“Sei que não vou ganhar. Minha luta é contra o continuísmo dessa gente. É contra isso que vou lutar”, confidenciou a Jorge Bastos Moreno, de O Globo. Isso, ainda no início de campanha, revelou o jornalista.

Reação incomum a do mineiro Aécio Neves, neto de Tancredo.

A tradicional cordialidade na sociedade mineira, por exemplo, aproximou o tucano Aécio do petista Fernando Pimentel. Em 2008, firmaram a aliança, com resistências no PT, para eleger o prefeito de Belo Horizonte. Acordo repudiado pelos petistas mineiros.

Na política, excetuadas as exceções, os adversários não são tratados como inimigos. Sabem que amanhã será outro dia e poderão estar no mesmo palanque.

O ódio embutido na frase de Aécio Neves tem explicação e antecedentes. Alguns bem mais explosivos e de maior violência verbal. 

Em 2006, o senador Jorge Bornhausen (PFL-DEM) lançou uma provocação violenta contra a reeleição de Lula: “Vamos acabar com essa raça. Vamos nos livrar dessa raça por, pelo menos, 30 anos”. Falhou na previsão, como se sabe.  Essas são algumas das raízes que fazem o ódio aflorar no processo eleitoral deste ano de forma mais transparente. O sentimento espalhou-se por uma parte considerável do eleitorado. De alto a baixo.

Para derrotar Dilma, um grande contingente de eleitores tucanos trocou de camisa. Optou por Marina. Aécio em poucos dias foi desidratado. Ele chegou a ter 23% das intenções de voto. Mas empacou. Dilma aproximou-se muito da possibilidade de vencer no primeiro turno. Aproximadamente, 30% dos eleitores formavam o grupo dos indecisos ou mostravam a intenção de votar em branco ou nulo.

O imprevisto jogou Marina na disputa. Ela rapidamente superou Aécio, que caiu para 15% das intenções de voto. Voltou a subir a 19% segundo o Ibope.

Trocar Aécio por Marina não é, efetivamente, resultado político adequado pelos critérios políticos mais tradicionais. A troca de candidato, no entanto, é fruto do medo de uma nova vitória do PT, cujo compromisso social assusta parte da sociedade com dificuldade de conviver com pobres.

Essa porção de privilegiados assusta-se com um pouco mais de igualdade. Da fonte do medo também brota o ódio.


Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/818/por-que-o-odio-ao-pt-5795.html

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Como Dilma resiste a mais de dois anos de pancadaria





Em meio a toda sorte de críticas e ataques, pela direita e à esquerda, na política, economia e administração do governo, presidente Dilma Rousseff resiste e cresce nas pesquisas; eppur si muove; mesmo sob a névoa de cobertura francamente de oposição na mídia tradicional e com inimigos nos clãs mais ricos da bilionária comunicação brasileira; institutos convergem em colocar Dilma no caminho dos 40% de intenções, cerca de dez pontos adiante de Marina Silva, do PSB; sobre a 2ª volta, aferições informam fim da larga vantagem da adversária e o estabelecimento de empate técnico; base de sustentação é atribuída ao efeito dos programas sociais como Bolsa Família, mas só eles seriam mesmo capazes de trazer Dilma sã, salva e forte até aqui?; há mais




Marco Damiani, 247 - Tratada como fenômeno, a verdadeira surpresa da eleição presidencial até aqui, no sentido de ter mais e crescente confiança da opinião pública neste primeiro turno, não é, já se sabia desde a semana passada, Marina Silva. Falta, porém, os adversários reconhecerem, o que é duro, que esse fenômeno é mesmo a presidente Dilma Rousseff.

Quem tem conseguido resistir e, para irritação dos que lhe são contra, ainda avançar diante da maior saraivada de críticas e ataques despejada diariamente nos veículos de comunicação de maior faturamento publicitário do País pelo menos nos últimos dois anos? Nenhuma pessoa de presidente da República, a não ser pelos exemplos históricos dramáticos de Getúlio Vargas, em 1954, e Jango Goulart, em 1961, apanhou tanto da mídia quanto Dilma. Com a diferença que ela tem sofrido por mais tempo e a partir de máquinas bilionárias com altíssimo poder de destruição. E, repita-se, ela está de pé.

A simples atribuição de todas e cada uma das forças da presidente ao programa Bolsa Família, com 14 milhões de beneficiários, não explica o verdadeiro fenômeno de resiliência que ela encerra. Dilma não tem interlocutores éticos na cúpula da pirâmide patronal da mídia, mas vai sabendo, como primeiro anotou, em 247, o editor Paulo Moreira Leite, voltar ao seu estado natural de favorita à vitória,mesmo após todas as iniciativas para a deformação de sua imagem.

Para quem só acredita em números de pesquisas, ainda que estas tenham apresentado falhas grosseiras nas eleições municipais de 2012, todas convergem para colocar Dilma numa posição, longe de ser confortável, perto da que os adversários não queriam. Vai se lembrar que, se Dilma jamais baixou de 30 pontos nas pesquisas para primeiro turno, também faz tempo que não apresenta 40. No momento, porém, tanto Datafolha como Ibope apresentam a presidente com seu caminhão de campanha na direção de voltar ao patamar inicial. Um subido íngreme, mas que a campanha do PT está sabendo, sem grandes retrocessos, escalar.

Em janeiro do ano passado,  os veículos conhecidos genericamente como 'formadores de opinião' associaram em suas capas, manchetes e matérias de televisão e rádio Dilma à "inflação do tomate". Montagens, charges, caricaturas, editorialistas, economistas e fontes de toda espécie se somaram, então, no maior movimento de depreciação que um governo que manteve a inflação dentro da meta e a taxa de desemprego em níveis históricos de baixa já havia sofrido. Neste e em muitos outros medidores macroeconômicos, Dilma e seu governo entregaram resultados absolutamente razoáveis e facilmente compreensíveis dentro do contexto global, mas não houve taxa ou percentual que barrasse a onda crescente de notícias escolhidas a pior, projeções catastrofistas e análises que não se combinaram com a realidade.

De Dilma e seu governo, voz corrente entre os analistas, tem o País o Ministério mais fraco de todos os tempos, na expressão cunhada pelo 'pauteiro' José Serra. As escolhas políticas da presidente são acusados de serem, sempre, as piores. Os programas sociais de seu governo sofrem boicote. Basta lembrar, neste sentido o que se passou com a repercussão dada aos achincalhes ao Mais Médicos – além da vigilância crítica permanente sobre o mundialmente reconhecido programa Bolsa Família. Vitórias globais de Dima foram minimizadas, como a a eleição, por articulação pessoal da presidente, do brasileiro Roberto Azêvedo para o comando da OMC.

Ou a resposta dura dada ao presidente Barack Obama por espionar o governo, as empresas e os cidadãos brasileiros. Isso tudo, assim como espetacular e brilhantemente executada manobra de criação do Novo Banco de Desenvolvimento, com verbas de US$ 100 bilhões dos Brics. Um ou outro inevitável elogio, e olhe lá, foram dados com saliente má vontade. Percalços nacionais, com a mão pesada de quem bate, foram amplificados. Foi assim que uma ofensa  contra Dilma na abertura da Copa do Mundo, feita a partir do setor de camarotes, ganhou dimensão nacional por dias a fio.

EPPUR SI MUOVE - Tudo foi contra Dilma. E tudo continua contra ela. Eppur si muove. Num país que, a cada eleição, fica cada vez mais dependente das pesquisas de opinião de precisão discutível para entender o presente e projetar o futuro, a presidente está ganhando no critério que mais se leva em consideração: as próprias pesquisas.

Já está ocorrendo de um contingente em ascensão acreditar que Dilma é uma boa presidente e uma candidata extremamente competitiva.  Se mostrou ter 'casca grossa' para chegar sã e salva até aqui, como evitar devolver a ela o favoritismo que sempre exibiu?


Fonte: http://www.brasil247.com/+r2j18