sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Como Dilma resiste a mais de dois anos de pancadaria
Em meio a toda sorte de críticas e ataques, pela direita e à esquerda, na política, economia e administração do governo, presidente Dilma Rousseff resiste e cresce nas pesquisas; eppur si muove; mesmo sob a névoa de cobertura francamente de oposição na mídia tradicional e com inimigos nos clãs mais ricos da bilionária comunicação brasileira; institutos convergem em colocar Dilma no caminho dos 40% de intenções, cerca de dez pontos adiante de Marina Silva, do PSB; sobre a 2ª volta, aferições informam fim da larga vantagem da adversária e o estabelecimento de empate técnico; base de sustentação é atribuída ao efeito dos programas sociais como Bolsa Família, mas só eles seriam mesmo capazes de trazer Dilma sã, salva e forte até aqui?; há mais
Marco Damiani, 247 - Tratada como fenômeno, a verdadeira surpresa da eleição presidencial até aqui, no sentido de ter mais e crescente confiança da opinião pública neste primeiro turno, não é, já se sabia desde a semana passada, Marina Silva. Falta, porém, os adversários reconhecerem, o que é duro, que esse fenômeno é mesmo a presidente Dilma Rousseff.
Quem tem conseguido resistir e, para irritação dos que lhe são contra, ainda avançar diante da maior saraivada de críticas e ataques despejada diariamente nos veículos de comunicação de maior faturamento publicitário do País pelo menos nos últimos dois anos? Nenhuma pessoa de presidente da República, a não ser pelos exemplos históricos dramáticos de Getúlio Vargas, em 1954, e Jango Goulart, em 1961, apanhou tanto da mídia quanto Dilma. Com a diferença que ela tem sofrido por mais tempo e a partir de máquinas bilionárias com altíssimo poder de destruição. E, repita-se, ela está de pé.
A simples atribuição de todas e cada uma das forças da presidente ao programa Bolsa Família, com 14 milhões de beneficiários, não explica o verdadeiro fenômeno de resiliência que ela encerra. Dilma não tem interlocutores éticos na cúpula da pirâmide patronal da mídia, mas vai sabendo, como primeiro anotou, em 247, o editor Paulo Moreira Leite, voltar ao seu estado natural de favorita à vitória,mesmo após todas as iniciativas para a deformação de sua imagem.
Para quem só acredita em números de pesquisas, ainda que estas tenham apresentado falhas grosseiras nas eleições municipais de 2012, todas convergem para colocar Dilma numa posição, longe de ser confortável, perto da que os adversários não queriam. Vai se lembrar que, se Dilma jamais baixou de 30 pontos nas pesquisas para primeiro turno, também faz tempo que não apresenta 40. No momento, porém, tanto Datafolha como Ibope apresentam a presidente com seu caminhão de campanha na direção de voltar ao patamar inicial. Um subido íngreme, mas que a campanha do PT está sabendo, sem grandes retrocessos, escalar.
Em janeiro do ano passado, os veículos conhecidos genericamente como 'formadores de opinião' associaram em suas capas, manchetes e matérias de televisão e rádio Dilma à "inflação do tomate". Montagens, charges, caricaturas, editorialistas, economistas e fontes de toda espécie se somaram, então, no maior movimento de depreciação que um governo que manteve a inflação dentro da meta e a taxa de desemprego em níveis históricos de baixa já havia sofrido. Neste e em muitos outros medidores macroeconômicos, Dilma e seu governo entregaram resultados absolutamente razoáveis e facilmente compreensíveis dentro do contexto global, mas não houve taxa ou percentual que barrasse a onda crescente de notícias escolhidas a pior, projeções catastrofistas e análises que não se combinaram com a realidade.
De Dilma e seu governo, voz corrente entre os analistas, tem o País o Ministério mais fraco de todos os tempos, na expressão cunhada pelo 'pauteiro' José Serra. As escolhas políticas da presidente são acusados de serem, sempre, as piores. Os programas sociais de seu governo sofrem boicote. Basta lembrar, neste sentido o que se passou com a repercussão dada aos achincalhes ao Mais Médicos – além da vigilância crítica permanente sobre o mundialmente reconhecido programa Bolsa Família. Vitórias globais de Dima foram minimizadas, como a a eleição, por articulação pessoal da presidente, do brasileiro Roberto Azêvedo para o comando da OMC.
Ou a resposta dura dada ao presidente Barack Obama por espionar o governo, as empresas e os cidadãos brasileiros. Isso tudo, assim como espetacular e brilhantemente executada manobra de criação do Novo Banco de Desenvolvimento, com verbas de US$ 100 bilhões dos Brics. Um ou outro inevitável elogio, e olhe lá, foram dados com saliente má vontade. Percalços nacionais, com a mão pesada de quem bate, foram amplificados. Foi assim que uma ofensa contra Dilma na abertura da Copa do Mundo, feita a partir do setor de camarotes, ganhou dimensão nacional por dias a fio.
EPPUR SI MUOVE - Tudo foi contra Dilma. E tudo continua contra ela. Eppur si muove. Num país que, a cada eleição, fica cada vez mais dependente das pesquisas de opinião de precisão discutível para entender o presente e projetar o futuro, a presidente está ganhando no critério que mais se leva em consideração: as próprias pesquisas.
Já está ocorrendo de um contingente em ascensão acreditar que Dilma é uma boa presidente e uma candidata extremamente competitiva. Se mostrou ter 'casca grossa' para chegar sã e salva até aqui, como evitar devolver a ela o favoritismo que sempre exibiu?
Fonte: http://www.brasil247.com/+r2j18
terça-feira, 16 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Lewandowski: a sagração de um homem justo
Daqui a pouco o Ministro Ricardo Lewandowski assumirá a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal). Para sua posse, estima-se um público recorde; e um respeito recorde pela sua pessoa. Os jornais o tem tratado com deferência surpreendente, entre seus pares há uma sucessão de elogios e um sentimento de alívio, pela volta da presidência do STF aos trilhos do bom senso e da fidalguia.
São dois tempos distintos: o da repercussão inédita do julgamento da AP 470 e os novos tempos, pós Joaquim Barbosa. Parece que tudo mudou. Ministros boquirrotos retornaram à discrição, o espírito alucinado de linchamento esgotou-se, aposentou-se o Torquemada do Supremo.
Apenas o discreto Lewandoski não mudou. É o mesmo agora e dos tempos de tempestade, quando se viu no meio de um turbilhão inédito, atacado por uma turba de linchadores alimentada pela mídia, uma atoarda tão selvagem que intimidou a todos.
De um lado a turba sendo insuflada por colunistas alucinados, com os jornais cooptando advogados oportunistas, oferecendo-lhes visibilidade, utilizando todas as armas, do desrespeito amplo aos Ministros que não se enquadravam às suas ordens, à lisonja mais abjeta àqueles que se curvavam à sua orientação, querendo submeter tudo ao seu poder avassalador.
Valeram-se de todos os recursos. Os que se enquadravam no jogo - como Celso de Mello, na primeira fase - eram premiados com holofotes e promessas de entrar para a história. Tolo!, julgando que o passaporte para a história estaria na manchete vã de um jornal ou na capa de uma revista escatológica. Os que não se enquadravam - como Celso de Mello na segunda fase - punidos com capas e manchetes desabonadoras.
Quase todos vacilaram, cederam, calaram-se. Procuradores, desembargadores, Ministros, advogados assistiam à explosão da selvageria, ao atropelo dos princípios básicos da sua profissão, dos seus valores, e nada faziam. Alguns até se indignavam nos ambientes restritos, mas nenhum ousou insurgir-se contra o clamor dos bárbaros.
A Justiça ficou indefesa, sendo estuprada em público por vândalos de toda espécie.
Nesse vendaval de baixarias, sobressaiu a figura extraordinária de Lewandowski, não cedendo, não se rebaixando mesmo sendo ofendido em público, em aeroportos, nas ruas, sendo atacado por reportagens da infame revista Veja.
Não tinha o perfil dos heróis ou vilões que a mídia traça para seus personagens, o bufão explosivo, o vingador de capa preta, o vilão a ser destruído. Tinha o ar tranquilo de lente dos velhos tempos, educado, cerimonioso.
Os estúpidos julgavam que a coragem está no grito, na bazófia. Não entendiam que os verdadeiramente corajosos são os mansos, que se escudam em princípios e na força interna.
Lewandowski foi o único que resistiu. Agarrou-se à sua bóia emocional - a família -, mas não esmoreceu. Enquanto alguns dos seus pares esbaldavam-se em banhos de sol públicos sob os refletores da mídia, em um deslumbramento incompatível com a idade e com o cargo, Lewandowski não abriu mão de seu direito de julgar de acordo com sua consciência. Enfrentou as vaias, o deboche, as insinuações. E não cedeu.
Naqueles tempos bicudos, a cara do Supremo tornou-se a de Gilmar Mendes, de Luiz Fux, de Joaquim Barbosa, o último pelo menos tendo o álibi de uma obsessão não oportunista.
Nem se pense que, no julgamento da AP 470, Lewandowski foi benevolente para com os acusados. Condenou quando julgou que devia condenar e acatou atenuantes, quando sua consciência assim recomendou. Acima de tudo, defendeu a dignidade da Justiça.
Agora, assume a presidência do Supremo sob aprovação geral.
Varre-se para baixo do tapete, guarda-se no baú da vergonha nacional - e lacra-se para que seu fedor não se espalhe - o massacre a que foi submetido nesses tempos de obscurantismo.
Dia desses, seu colega Luís Roberto Barroso proferiu uma aula sobre a mídia, no Tribunal de Justiça de São Paulo. Abordou temas diversos de privacidade, a atriz flagrada na praia, o ator que teve a vida devassada e outras banalidades da indústria do entretenimento. Passou ao largo do episódio Lewandowski.
O tabu continua. Mas a opinião pública sabe que, na presidência do STF, agora, existe um Ministro que não se curva ao clamor das ruas e às capas das revistas.
Fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/lewandowski-a-sagracao-de-um-homem-justo
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Portais boicotam pesquisa em que Dilma empata com Marina no 2º turno
Pouco antes das 11 horas de 9 de setembro de 2014 o site da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou a “121ª rodada da pesquisa CNT/MDA”. Segundo essa pesquisa, Dilma e Marina voltam a ficar empatadas em segundo turno.
Na 120ª rodada da pesquisa, divulgada em 27 de agosto, Marina tinha 43,7% e Dilma, 37,8%. Pela margem de erro de 2,2 pontos das pesquisas CNT/MDA, na pior hipótese para Marina ela teria 41,5% e Dilma, 40%. Ou seja, a pessebista vencia a petista fora da margem de erro.
13 dias depois, a 121ª rodada CNT/MDA mostra que, na mesma simulação de 2º turno, Marina subiu 2 pontos (dentro da margem de erro, de 2,2 pontos), para 45,7%, e Dilma subiu 4,9 pontos (bem acima da margem de erro), para 42,7%.
A distância entre Dilma e Marina no segundo turno, portanto, caiu de 5,9 pontos percentuais para 3 pontos (fora da margem de erro).
A pesquisa é excelente para Dilma porque, além de voltar à situação de empate técnico no 2º turno, a pesquisa MDA confirma as pesquisas Ibope e Datafolha da semana passada, que já mostravam tendência de queda da vantagem de Marina sobre Dilma em 2º turno.
Porém, a pesquisa CNT/MDA mostra expressiva queda da vantagem de 7 pontos de Marina sobre Dilma no 2º turno que as últimas pesquisas Ibope e Datafolha mostraram. Naquelas pesquisas da semana passada, a vantagem da pessebista caíra de 10 para 7 pontos.
Apesar de bombástica, a notícia foi boicotada nas homes de UOL e G1 e na do Estadão foi publicada, mas manchete inverteu o fato mais importante da pesquisa.
O Estadão destacou que a “vantagem de Dilma sobre Marina caiu no 1º turno” em detrimento do fato de que a vantagem de Marina sobre Dilma praticamente sumiu no 2º turno, o que é o fato mais importante.
Apesar de a home do site da Folha de São Paulo ter noticiado que Dilma empatou com Marina no segundo turno, só assinantes podem ler as matérias ali publicadas. O portal UOL, que tem muito mais acessos por ter conteúdo que qualquer um pode acessar, não publicou a notícia até, pelo menos, as 13:30 hs. da terça-feira 9 de setembro.
O que impressiona mais, porém, são os portais controlados pela Globo. O G1 e o site de O Globo, até o mesmo horário acima citado, não haviam publicado notícia nenhuma sobre a pesquisa CNT/MDA.
Apesar de previsível, vale registrar que o site da Veja também se recusou a publicar pesquisa que mostra reação consistente de Dilma na eleição. Os portais IG, Terra e R7 divulgaram a pesquisa. Os dois primeiros colocaram a notícia na home; o portal R7, da Record, não.
Diante do exposto, o Blog prevê forte reação da mídia contra Dilma. Contudo, o estoque de ataques possíveis caiu muito. A “delação premiada” que Veja vazou ilegalmente atinge Marina tanto quanto Dilma e o terrorismo econômico já fez o que pôde.
Vai se cristalizando boa reflexão do eleitorado. O moralismo de Aécio, apesar dos problemas éticos dele e de seu partido, e as propostas preocupantes de Marina, além dos questionamentos éticos que sofre, sinalizam à população que melhor mesmo é ficar com o que tem.
Fonte: http://www.blogdacidadania.com.br/2014/09/portais-boicotam-pesquisa-em-que-dilma-empata-com-marina-no-2o-turno/
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
CNT/MDA sugere que Ibope manipulou pesquisa
Surpreenderam as manchetes que afirmaram que a mais recente pesquisa feita pelo instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes teria “confirmado” a pesquisa Ibope. Apesar de as duas pesquisas mostrarem a mesma tendência, não mostraram a mesma coisa.
Contudo, devido à separação cronológica entre as duas pesquisas supracitadas (Ibope foi a campo entre os dias 23 e 25 e MDA entre os dias 23 e 26) e a última pesquisa Datafolha (divulgada no dia 18 de agosto, com campo entre os dias 14 e 15), pode-se amaciar, ao menos no momento, com o instituto de pesquisas da família Frias.
Sobre Ibope e MDA, porém, há diferenças fundamentais entre os quadros que revelam. O Ibope pode ter minimizado a (má) situação de Aécio Neves no primeiro turno e maximizado a (má) situação de Dilma Rousseff em eventual segundo turno contra Marina Silva.
Ibope e MDA pesquisaram intenções de voto ao mesmo tempo – nos dias 23, 24 e 25. Não seria de estranhar, inclusive, que os pesquisadores de campo dos dois institutos tenham esbarrado uns nos outros nas ruas.
A pesquisa Ibope tem margem de erro de 2 pontos percentuais e mostrou Aécio com 19%, Marina com 29% e Dilma com 34%. Em simulação de segundo turno, Marina venceria Dilma por 45 a 36 – 9 pontos de vantagem para a candidata de oposição.
A situação de Aécio, nessa pesquisa, praticamente não mudou em relação ao que o Datafolha retratou 10 dias antes. Pela margem de erro do Ibope, ele não caiu.
Na ponta superior dessa margem, Aécio poderia ter no Ibope os mesmos 21% que no Datafolha. Com Dilma aconteceu o mesmo. Com ajuda da margem de erro, pelo Ibope pode ter os mesmos 36% que teve no Datafolha.
A única divergência real do Ibope para o Datafolha é no segundo turno entre Dilma e Marina. Os 9 pontos de vantagem de Marina no Ibope superam em muito os quatro pontos que lhe deu o Datafolha (47% para Marina e 43% para Dilma).
O grande problema é que a pesquisa MDA mostra situação muito pior para Aécio e razoavelmente melhor para Dilma. Os 19% de Aécio no primeiro turno no Ibope viram 16% no MDA, agora bem distante dos 21% no Datafolha. Porém, o MDA confirma os números de Dilma e Marina no Ibope, dentro da margem de erro de 2,2 pontos.
Já no caso de segundo turno entre Dilma e Marina, os números do MDA diferem bastante em relação aos do Ibope. A pesquisa Ibope sobre segundo turno é bem mais parecida com a do Datafolha, que foi a campo cerca de 10 dias antes.
No melhor cenário do Ibope para Dilma no segundo turno, considerando a margem de erro ela poderia chegar a 38% e Marina a 43% – com vantagem de 5 pontos percentuais para a pesssebista. Já no MDA, no melhor cenário para Dilma ela pode ter 40% e Marina, 41,5% – uma vantagem (fora da margem de erro) de apenas 1,5% para Marina.
O mais interessante na comparação das pesquisas Ibope e MDA é que foram feitas simultaneamente e concordam em alguns resultados e divergem em outros. Algum dos dois institutos errou feio na pontuação de Aécio no primeiro turno e nas de Marina e Dilma no segundo, mas ambos concordaram na pontuação de Dilma e Marina no primeiro turno.
Outro ponto em que o MDA diferiu do Ibope e do Datafolha foi na simulação de segundo turno entre Aécio e Marina. À diferença desses dois, que não pesquisaram esse cenário e não explicam por que, o MDA fez a simulação e mostrou que a derrota de Aécio seria acachapante – 48,8% para Marina e 25,2% para ele.
Na quarta-feira, este Blog questionou por que Ibope e Datafolha não fizeram simulações de segundo turno entre Marina e Aécio. O MDA deu a resposta.
Infelizmente, essa aparente manipulação de pesquisas ficou muito mais fácil de ser feita em 2014 do que em 2010. Há quatro anos, Ibope e Datafolha davam números mais favoráveis a José Serra e Sensus e Vox Populi davam números mais favoráveis a Dilma.
Em maio de 2010, Sensus e Vox Populi diziam que Dilma estava empatada com Serra e Ibope e Datafolha chegaram a dar 12 pontos de vantagem para o tucano. Com isso, este Blog, através do Movimento dos Sem Mídia, representou à Justiça Eleitoral e Ibope e Datafolha tiveram que convergir para os números de Sensus e Vox Populi, pois foi aberta uma investigação contra os quatro institutos na Polícia Federal.
Em 2014, como o Vox Populi praticamente só está fazendo pesquisas privadas para o PT, os outros institutos, todos alinhados ao PSDB, estão fazendo a festa. O Sensus, que em 2010 era mais favorável ao PT, este ano faz pesquisas privadas para o PSDB. E Ibope e Datafolha continuam tucanos.
Segundo informações de fonte do PT, o quadro real seria Aécio fora do jogo e Marina e Dilma praticamente empatadas (tecnicamente) no segundo turno. Dilma, portanto, está no jogo e com fortes chances de vencer a eleição devido à melhor estrutura de campanha, tempo de televisão e palanques mais sólidos, ainda que, em questão de alianças e financiamento de campanha, Marina deva melhorar devido aos seus bons resultados nas pesquisas.
Por fim, vale a reflexão de que a morte de Eduardo Campos foi péssima para Dilma e Aécio e caiu do céu para Marina. Era, inclusive, previsível. Como tem sido lembrado fartamente, Marina já tinha mais ou menos esse percentual de hoje, em primeiro turno, no fim do ano passado.
Só o que não estão lembrando é que Marina Silva chegou a 26% no Datafolha e 22% no Ibope em agosto de 2013, mas em setembro, no Ibope, caiu para 16% – o Datafolha deixou de pesquisar intenções de voto de Marina em agosto.
Como foi dito várias vezes aqui neste Blog, portanto, Marina, no primeiro turno, é problema de Aécio. O segundo turno é outra história e mesmo nas projeções que se faz de segundo turno, apesar de Marina estar com leve vantagem sobre Dilma ainda é cedo para cantar vitória.
Surpreenderam as manchetes que afirmaram que a mais recente pesquisa feita pelo instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes teria “confirmado” a pesquisa Ibope. Apesar de as duas pesquisas mostrarem a mesma tendência, não mostraram a mesma coisa.
Contudo, devido à separação cronológica entre as duas pesquisas supracitadas (Ibope foi a campo entre os dias 23 e 25 e MDA entre os dias 23 e 26) e a última pesquisa Datafolha (divulgada no dia 18 de agosto, com campo entre os dias 14 e 15), pode-se amaciar, ao menos no momento, com o instituto de pesquisas da família Frias.
Sobre Ibope e MDA, porém, há diferenças fundamentais entre os quadros que revelam. O Ibope pode ter minimizado a (má) situação de Aécio Neves no primeiro turno e maximizado a (má) situação de Dilma Rousseff em eventual segundo turno contra Marina Silva.
Ibope e MDA pesquisaram intenções de voto ao mesmo tempo – nos dias 23, 24 e 25. Não seria de estranhar, inclusive, que os pesquisadores de campo dos dois institutos tenham esbarrado uns nos outros nas ruas.
A pesquisa Ibope tem margem de erro de 2 pontos percentuais e mostrou Aécio com 19%, Marina com 29% e Dilma com 34%. Em simulação de segundo turno, Marina venceria Dilma por 45 a 36 – 9 pontos de vantagem para a candidata de oposição.
A situação de Aécio, nessa pesquisa, praticamente não mudou em relação ao que o Datafolha retratou 10 dias antes. Pela margem de erro do Ibope, ele não caiu.
Na ponta superior dessa margem, Aécio poderia ter no Ibope os mesmos 21% que no Datafolha. Com Dilma aconteceu o mesmo. Com ajuda da margem de erro, pelo Ibope pode ter os mesmos 36% que teve no Datafolha.
A única divergência real do Ibope para o Datafolha é no segundo turno entre Dilma e Marina. Os 9 pontos de vantagem de Marina no Ibope superam em muito os quatro pontos que lhe deu o Datafolha (47% para Marina e 43% para Dilma).
O grande problema é que a pesquisa MDA mostra situação muito pior para Aécio e razoavelmente melhor para Dilma. Os 19% de Aécio no primeiro turno no Ibope viram 16% no MDA, agora bem distante dos 21% no Datafolha. Porém, o MDA confirma os números de Dilma e Marina no Ibope, dentro da margem de erro de 2,2 pontos.
Já no caso de segundo turno entre Dilma e Marina, os números do MDA diferem bastante em relação aos do Ibope. A pesquisa Ibope sobre segundo turno é bem mais parecida com a do Datafolha, que foi a campo cerca de 10 dias antes.
No melhor cenário do Ibope para Dilma no segundo turno, considerando a margem de erro ela poderia chegar a 38% e Marina a 43% – com vantagem de 5 pontos percentuais para a pesssebista. Já no MDA, no melhor cenário para Dilma ela pode ter 40% e Marina, 41,5% – uma vantagem (fora da margem de erro) de apenas 1,5% para Marina.
O mais interessante na comparação das pesquisas Ibope e MDA é que foram feitas simultaneamente e concordam em alguns resultados e divergem em outros. Algum dos dois institutos errou feio na pontuação de Aécio no primeiro turno e nas de Marina e Dilma no segundo, mas ambos concordaram na pontuação de Dilma e Marina no primeiro turno.
Outro ponto em que o MDA diferiu do Ibope e do Datafolha foi na simulação de segundo turno entre Aécio e Marina. À diferença desses dois, que não pesquisaram esse cenário e não explicam por que, o MDA fez a simulação e mostrou que a derrota de Aécio seria acachapante – 48,8% para Marina e 25,2% para ele.
Na quarta-feira, este Blog questionou por que Ibope e Datafolha não fizeram simulações de segundo turno entre Marina e Aécio. O MDA deu a resposta.
Infelizmente, essa aparente manipulação de pesquisas ficou muito mais fácil de ser feita em 2014 do que em 2010. Há quatro anos, Ibope e Datafolha davam números mais favoráveis a José Serra e Sensus e Vox Populi davam números mais favoráveis a Dilma.
Em maio de 2010, Sensus e Vox Populi diziam que Dilma estava empatada com Serra e Ibope e Datafolha chegaram a dar 12 pontos de vantagem para o tucano. Com isso, este Blog, através do Movimento dos Sem Mídia, representou à Justiça Eleitoral e Ibope e Datafolha tiveram que convergir para os números de Sensus e Vox Populi, pois foi aberta uma investigação contra os quatro institutos na Polícia Federal.
Em 2014, como o Vox Populi praticamente só está fazendo pesquisas privadas para o PT, os outros institutos, todos alinhados ao PSDB, estão fazendo a festa. O Sensus, que em 2010 era mais favorável ao PT, este ano faz pesquisas privadas para o PSDB. E Ibope e Datafolha continuam tucanos.
Segundo informações de fonte do PT, o quadro real seria Aécio fora do jogo e Marina e Dilma praticamente empatadas (tecnicamente) no segundo turno. Dilma, portanto, está no jogo e com fortes chances de vencer a eleição devido à melhor estrutura de campanha, tempo de televisão e palanques mais sólidos, ainda que, em questão de alianças e financiamento de campanha, Marina deva melhorar devido aos seus bons resultados nas pesquisas.
Por fim, vale a reflexão de que a morte de Eduardo Campos foi péssima para Dilma e Aécio e caiu do céu para Marina. Era, inclusive, previsível. Como tem sido lembrado fartamente, Marina já tinha mais ou menos esse percentual de hoje, em primeiro turno, no fim do ano passado.
Só o que não estão lembrando é que Marina Silva chegou a 26% no Datafolha e 22% no Ibope em agosto de 2013, mas em setembro, no Ibope, caiu para 16% – o Datafolha deixou de pesquisar intenções de voto de Marina em agosto.
Como foi dito várias vezes aqui neste Blog, portanto, Marina, no primeiro turno, é problema de Aécio. O segundo turno é outra história e mesmo nas projeções que se faz de segundo turno, apesar de Marina estar com leve vantagem sobre Dilma ainda é cedo para cantar vitória.
Fonte: http://www.blogdacidadania.com.br/2014/08/cntmda-sugere-que-ibope-manipulou-pesquisa/
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Dilma já enfrentou torturadores piores que os do Jornal Nacional
A presidente da República bem que poderia ter incorporado o espírito de Leonel Brizola e, após ter dito tudo que tantos brasileiros têm a dizer sobre a Globo, deixado William Bonner e Patrícia Poeta fazendo suas caras e bocas (de nojo) sozinhos. Se não fosse uma dama, poderia ter dito que recebeu o Jornal Nacional para ser entrevistada, não para ser agredida.
O que se viu na noite de terça-feira, 18 de agosto de 2014, na TV Globo, não foi uma entrevista dura como foram – em alguma medida – aquelas a que foram submetidos Aécio Neves e Eduardo Campos. Foi uma agressão, um desrespeito.
E não só pelo tom dos entrevistadores, mas pelo tempo que gastaram com suas perguntas. Bonner e Poeta gastaram um terço dos 15 minutos que durou a entrevista. Mais especificamente, 4 minutos e 48 segundos. Isso sem contar o tempo das interrupções. Não houve nada igual nas entrevistas com Aécio Neves e Eduardo Campos.
Aqui se poderia questionar o teor das perguntas. No caso da pergunta sobre saúde, por exemplo, com Poeta fazendo caras e bocas (de nojo), opinou que 12 anos seria “tempo demais” para Dilma não consertar problemas que a saúde pública no Brasil ostenta há 500 anos.
Dilma poderia ter respondido isso, que os problemas da saúde do país não têm 12 anos e que não serão solucionados completamente por governante nenhum em um, dois ou três mandatos, mas preferiu se restringir às suas responsabilidades em respeito ao público.
Sobre corrupção, Dilma também poderia ter respondido à pergunta de Bonner com outra. Poderia ter perguntado que governante brasileiro, entre prefeitos e governadores, não tem problemas de corrupção entre seus comandados.
Dilma poderia, por exemplo, ter dito que o escândalo dos trens em São Paulo envolve “módicos” 11 bilhões de reais e que não houve nada sequer parecido em seu governo.
Mas Dilma é uma dama e uma mulher ciente de suas responsabilidades. Não seria uma sessão de tortura psicológica levada a cabo por aprendizes de torturadores que iria fazê-la perder a linha ou esmorecer. Faltou competência ao casal de energúmenos até para exercer o poder dos torturadores.
Mas se Dilma não cedeu nem à tortura física da ditadura, não seriam um mauricinho e uma patricinha de quinta que iriam dobrá-la.
Em 18 de agosto de 2014, com seu casalzinho de torturadores perfumados, a Globo fez lembrar ao país que continua sendo aquela mesma Globo que rastejou aos pés da ditadura para que esta lhe enchesse os bolsos com dólares que os americanos aqui despejaram para destruir a nossa democracia, para seviciar nosso povo durante mais de vinte anos.
A data dessa sessão de tortura midiática entra agora para a história do jornalismo brasileiro como exemplo de falta de compostura profissional. Bonner e Poeta teriam feito papel menos odioso se emulassem os energúmenos que, na abertura da Copa, vociferaram o infame “Dilma, VTNC”. Só faltou berrarem isso diante da presidente da República.
Fonte: http://www.blogdacidadania.com.br/2014/08/dilma-ja-enfrentou-torturadores-piores-que-os-do-jornal-nacional/
domingo, 17 de agosto de 2014
Control Mental del Sistema Inmune - Controle Mental do Sistema Imunológico
Los resultados de un estudio llevado a cabo con el método de Wim Hof sugieren que una persona puede aprender a controlar su sistema inmune de forma consciente.
Os resultados de um estudo desenvolvido com o método de Wim Hof sugerem que uma pessoa pode aprender a controlar seu sistema imunológico de forma consciente.
Wim Hof es un holandés que tiene 21 records Guinnes mundiales en desempeños únicos y extraordinarios como correr un maratón en el Círculo Polar Ártico en pantalones cortos, correr ese mismo maratón además descalzo, recorrer buceando bajo el hielo 120 metros, escalar las montañas más altas de la tierra sólo en pantalón corto o hacer un maratón en el desierto de Namibia sin tomar una sola gota de agua. El señor Hof es conocido como “Iceman”, el hombre de hielo.
Wim Hof é um holandês que tem 21 records Guinnes mundiais em desempenhos únicos e extraordinários como correr uma maratona em Círculo Polar Ártico com calças curtas, correr essa mesma maratona descalço, recorrer buceando bajo o gelo 120 metros, escalar as montanhas mais altas da terra só de calça curta ou fazer uma maratona no deserto da Namíbia sem tomar uma só gota de água. O senhor Hof é conhecido como "Iceman" o homem de gelo.
Científicos dirigidos por Matthijs Kox, del Centro Médico de la Universidad de Radboud em Nijmegen, Holanda, ha estudiado su método. Método que es similar a la técnica tibetana Tummo (yoga del calor interior) y que tiene que ver con la meditación del tercer ojo, ejercicios de respiración y exposición al frío.
Científicos dirigidos por Matthijs Kox, do Centro Médico da Universidade de Radboud em Nijmegen, Holanda, já estudaram seu método. Método que é similar a técnica tibetana Tumo( yoga do calor interior) e que tem a ver com a meditação do tecer olho exercícios de respiração e exposição do frio.
En este marco de estudio fueron reclutados 24 voluntarios, incluyendo a 12 personas entrenadas en el método de Wim Hof y otros doce que no fueron entrenados en ningún método. Todos fueron expuestos a un test en el que se les inyectaba una bacteria que provoca síntomas similares a la gripe.
Este marco do estudo foram recrutados 24 voluntários, incluindo 12 pessoas treinadas no método de Wim Hof e outros doze que não foram treinados em nenhum método. Todos foram expostos a um teste no qual se injetava uma bactéria que provoca sintomas similares da gripe.

Los voluntarios que habían sido entrenados en el método de Hof dieron como resultado menor cantidad de fiebre y síntomas gripales menos intensos que aquellos que no siguieron el método. Al mismo tiempo, los voluntarios entrenados produjeron menores cantidades de proteínas capaces de provocar la inflamación y mayor cantidad de interleukin-10, una proteína especializada en combatir la inflamación.
Os voluntários que haviam sido treinados no método de Hof deram como resultado menor quantidade de febre e sintomas gripais menos intensos que aqueles que não seguiram o método. Ao mesmo tempo, os voluntários treinados produziram menores quantidades de proteínas capazes de provocar a inflamação e maior quantidade de interleukin-10, uma proteína especializada em combater a inflamação.
Publicaciones científicas como la PNAS (de la Academia Nacional de Ciencias de los Estados Unidos), donde el estudio fue publicado, afirma que hasta ahora se creía que el sistema nervioso autónomo y el sistema inmunológico eran sistemas imposibles de influenciar de forma consciente. El presente estudio demuestra que, practicando determinadas técnicas, a corto plazo, el sistema simpático nervioso y el sistema inmune pueden ser de hecho influenciados.
Publicações científicas como as PNAS ( da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos), onde o estudo foi publicado, afirma que até agora se acreditava que o sistema nervoso autônomo e o sistema imunológico eram sistemas impossíveis de influenciar de forma consciente. O presente estudo demonstra que, praticando determinadas técnicas, a curto prazo, o sistema simpático nervoso e o sistema imunológico podem ser influenciados.
Se hizo otro estudio para demostrar que nuestra mente puede controlar el sistema inmune. En particular, científicos australianos del Centro Nacional para la Información Biotecnológica, reunieron a varios voluntarios sanos a los que se les inyectó histamina, la sustancia que tiene un papel principal en los brotes alérgicos. En un brazo les decían que les inyectarían histamina, cuando no lo hacían y en el otro brazo, al revés.
Foi feito outro estudo para demonstrar que nossa mente pode controlar o sistema imunológico. Em particular, científicos australianos do Centro Nacional para a informação Biotécnológica, reuniram vários voluntários saudáveis onde se injetou histamina, a substância que tem um papel principal nos casos de alergias. Em um braço diziam que injetariam histamina, quando não faziam no outro braço, o contrário.
Después del experimento, se comparó la respuesta alérgica de ambos brazos. Resultó que en el brazo donde se les había inyectado suero y no histamina, la reacción alérgica fue mucho más fuerte que en el brazo donde sí se les había inyectado la droga.
Depois do experimento, se comparou a reposta alérgica de ambos braços. Resultou que o braço onde se injetou soro e não histamina, a reação alérgica foi muito mais forte que no braço onde se havia injetado a droga.
El professor Lorimer Moseley, director del experimento, considera que estos descubrimientos refuerzan el argumento de que el sistema inmunológico puede ser influenciado por nuestra conciencia de muchas formas, lo que significa que nuestros pensamientos, creencias y humor pueden afectar nuestro estado físico. Si tenemos en cuenta esto, podemos aprender a controlar nuestros pensamientos que a su vez influirán en nuestro sistema inmune y por lo tanto en nuestra salud.
O professor Lorimer Moseley, diretor do experimento, considera que estos descobrimentos reforçam o argumento de que o sitema imunológico pode ser influenciado por nossa consciência de muitas formas, o que significa que nossos pensamentos, crenças e humor podem afetar nosso estado físico. Se levarmos em conta isso, podemos aprender a controlar nosso pensamentos que por sua vez influíram o nosso sistema imunológico e por tanto nossa saúde.
Enfocarnos en el lado más positivo de la vida, visualizarnos siendo felices y saludables así como meditar regularmente harán que poco a poco vayamos experimentando cambios tanto en nuestra salud como en nuestra vida cotidiana.
Forcar no lado mais positivo da vida, visualizar a felicidade e a saúde, assim como meditar regularmente farão que pouco a pouco vamos experimentando mudanças tanto em nossa saúde como em nossa vida cotidiana.
Tradução: Paulo Carboni
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